domingo, 24 de junho de 2012

RUMO À ILHA TUPINAMBARANA



Foto: Embarcação no Porto da Manaus Moderna.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Nestes dias de festas Juninas intensamenre vividos pelo Nordeste e Norte do Brasil, este andarilho estará vivenciando o Festival Folclórico de Parintins no Amazonas, no embate quase centenário entre os Bois Garantido e Caprichoso na arena do Bumbódromo. Não dá para disfarçar a ansiedade de visitar este lugar tão especial. Estive em Parintins em 2008 avaliando o curso de Geografia da UEA, Universidade do Estado do Amazonas, mas fora uma visita profissional e ao mesmo tempo, não estávamos no período dos festejos.

Foto: Decoração do Teto da Balsa das Lanchas na Manaus Moderna.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

A nossa via sacra já começou, com a visita ao Porto de Manaus para identificar as embarcações mais seguras para chegar até a Ilha dos Tupinambaranas. Nossa! quanta dificuldade de obter informações seguras no chamado Porto do Rodway e a falta de informações (imagens das embarcações, das acomodações, dos materiais de segurança e dos ambientes) e por incrível que pareça foi no Porto da Manaus Moderna que consegui infomações melhores sobre as embarcações melhores e mais seguras para o Festival de Paritins. Fora isto, ainda temos que arrumar as mochilas, as redes e as cuias, o que se reflete em mais esforço necessário a uma viagem de 18 horas de barco.

Foto: Barcos regionais. Porto da Manaus Moderna.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
O barco será o Navio Parintins e, de acordo com nossos "consultores" da Manaus Moderna, é um dos melhores navios, pois tem casco de ferro, além de ser uma embarcação grande. Algumas destas dicas podem ser observadas no processo de planejamento do deslocamento. É importante coletar infomações sobre as embarcações, tempo de trajeto, lotação, tripulação, dimensão, aspectos da segurança, acomodações e vale até a consulta a outros que realizaram o trajeto na embarcação escolhida.

Foto: Bandeira do Caprichoso no Atlético Rio Negro Clube.

Bem, o espírito é de aventura e descoberta - aliás características sanguíneas de um andarilho. É também de suma importância produzir um roteiro de visita capaz de atender ás nossas necessidades e curiosidades e, claro, tempo livre para contemplar o belo. Aliás, é um dado importante para quem tem uma profissão como a de geógrafo aprender a fazer do trabalho um exercício prazeroso. Na oportunidade, estaremos reaalizando um encontro com o diretor da AGB - Associção de Geógrafos do Médio Amazonas na pessoa do Geógrafo Danúzio Azevedo para troca de experiências e outros assuntos.

Saudações Geográficas!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

SALVE O DIA DO GEÓGRAFO - 29 DE MAIO

Foto: Excursão ao Encontro das Águas. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
Uma das profissões mais antigas do Mundo, os Geógrafos sempre estiveram presentes na conquista e alargamento dos horizontes geográficos, dos lugares inóspitos ás profundezas do intelecto para teorizar sobre a vida e o mundo, seu teatro de operações. Da mesma forma que seu exercicio profissional inquietante, desbravador e incômodo aos modelos cartesianos de produção do conhecimento, os geógrafos e geógrafas, sempre contribuiram de forma superlativa para a compreensão do mundo e de seus acontecimentos, num exercício lúdico, lúcido e andarilho na edificação de novas utopias.
Foto: Excursão Poronominaré. Educação Geográfica.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Antigos e novos paradigmas adereçam novos desafios e conclamam aos profissionais a lutar dignamente pelo reconhecimento social de sua atividade, cujo cenário nos remete a leitura de sociedade eivada de desjuízos sobre a Geografia e os profissionais geógrafos e geógrafas. Há sobretudo, um grande Analfabetismo Geográfico na sociedade, representado no hiato sociedade/natureza e na alienação sobre o valor essencial desta atividade profissional fascinante e multifacial.
Foto: Desbravando o Rio Negro. O trabalho do Geógrafo.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.
No plano institucional, precisamos enquanto cidadãos do mundo e da Amazônia responder ás questões da ordem do dia, cuja empresa recai inexoravelmente sobre a entidade que voluntariosamente assumimos o compromisso de retoná-la á sua normalidade. A AGB Manaus, é uma empreita de todos aqueles, que transformam sua profissão em sua própria vida, de antigos profissionais a jovens geógrafos e geógrafas que aceitaram a missão de dar o devido respeito a categoria profissional a que pertencemos. Mas sem vontade, não há vitória! Sem disposição nenhuma disponibilidade é válida e nenhuma luta valerá a pena! No nosso grandioso Dia, nosso fraternal abraço de saúde e esperança!


Salve 29 de Maio - Dia Nacional dos Geógrafos e das Géógrafas!

sábado, 19 de maio de 2012

FUTEBOL AMAZONENSE

Foto: Estádio Roberto Simonsen. SESI Manaus. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Muito se fala mal do futebol amazonense na grande mídia, mas ainda bem que existe a internet e apossibilidade de mostrar a nossa visão sobre os eventos. Como andarilho tenho ido aos jogos de futebol do campeonato amazonense de futebol e a despeito da "cultura" inventada de que o futebol do Amazonas não existe, busquei registrar algumas imagens que retratam bem a minha ótica sobre o nosso futebol.

Foto: Os torcedores lotam o Sesi na Decisão do Primeiro Turno.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.


A decisão do 1 turno no dia 17 de Março deste ano entre Princesa do Solimões e Nacional lotou os dois jogos, tanto no estádio Gilbertão em Manacapuru quanto em Manaus no Roberto Simonsen.
De fato, a organização dos clubes amazonenses deixa a desejar e a imprensa local que cobre o esporte pior ainda, pois não divulga positivamente os eventos esportivos quanto ao tamanho de seu merecimento. Veja, mesmo não havendo uma imprensa capaz de mover multidões aos estádios, é uma imprensa que sofre da síndrome do colonizado, em que apenas aprecia e enaltece os eventos produzidos em outras praças esportivas. É uma imprensa autodepreciativa e depreciativa de seus produtos, entre eles, o futebol. Decerto, que muitos cronistas não participaram da história do futebol amazonense e também não se identificam com o mesmo, pois foram educados para "fora" a partir da matriz cultural de outras regiões, além de não conhecerem a história dos clubes amazonenses.

Foto: Princesa do Solimões. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Assistindo aos jogos principais do certame, descobri que na verdade temos uma imprensa fraca e um futebol que não é ainda brilhante mas tem grandes valores dentro de campo. Um verdadeiro paradoxo, pois assistimos ao avanço do futebol apenas dentro das quatro linhas, ou seja, do túnel para o campo. Dirigentes não confiáveis estão a varejo e corroboram para uma imagem pouco apreciável do futebol amazonense.

Verdadeiras oligarquias se formam nos clubes e nas instituições ligadas ao futebol amazonense, tornando-se verdadeiras ditaduras como uma longividade impressionante superando décadas. A desmobilização dos torcedores parece também contribuir para este cenário, embora existam pessoas realmente sérias que amam o ludopédio e que ainda não tem força política para a reforma das instituições do futebol amazonense.

Foto: Estacionamento improvisado no Roberto Simonsen.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.


Uma imprensa descomprometida e uma elite no futebol que trabalha para o descaso com os clubes amazonenses, só poderíam conduzir o Amazonas ao papel coadjuvante no cenário futebolístico brasileiro. Com o grito engasgado na garganta os torcedores vão ao estádio empurrar seus clubes com o entusiasmo juvenil de adultos e crianças que sonham com um futebol digno das tradições da Terra de Ajuricaba.

Foto: Av. André Araújo em dias de Jogos do Amazonão.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Neste sábado 19 de Maio, assisiti e me emocinei com a primeira partida da decisão do Campeonato Amazonense 2012 entre Nacional e Fast Clube (O Clássico Pai-Filho) que terminou com o empate em 2 a 2 aos 46 minutos na arrancada e no arremate do centro-avante Leonardo do Nacional para a explosão incontida da torcida azulina que mesmo com os ingressos majorados em 100% compareceu em bom número ao Clube do Trabalhador no Aleixo.

Contra o ingresso, a não divulgação passional do evento pela imprensa local colonizada, dirigentes não confiáveis, o torcedor ainda vai ao estádio e sentir a emoção que transformou este esporte num signo global de intercâmbio. Belíssimo jogo. O Fast joga um belo e vistoso futebol e o Naça é só emoção com sua torcida fiel e apaixonada que empurram seus atletas para as vitórias. Um clássico digno de um povo que ama o futebol, mas não é amado por suas elites.


Saudações Geográficas!

sábado, 7 de abril de 2012

CORREDORES VERDES

Foto: Rua Ferreira Pena. Centro. Autor: Ge´pg. M. Bechman, 2011.
Há alguns anos venho apreciando e registrando imagens em fotografias dos "Corredores Verdes" no centro histórico da cidade de Manaus. E, a cada tempo, estes ambientes me fascinam cada vez mais. Após idas e vindas pelas ruas da capital morena da Amazônia, conseguimos identificar algo de divino nos ecossistemas urbanos que insistem em fazer com que a selva de pedra suplante a selva verde.


Foto: Rua Ferreira Pena entre Rua 10 de Julho e Ramos Ferreira. Centro.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Em trechos das ruas Ramos Ferreira entre a Rua Tapajós e a Epaminondas no Centro encontramos várias espécies vegetais fincadas em meio ao asfalto e a solidez da cidade. O detalhe mais importante é a contribuição ao microclima do lugar que chega a apontar 25o C nos dias de calor quente intenso e pela perspectiva da melhoria da visibilidade ao ingressar num deste túneis de árvores - algumas até com mais de cem anos de existência, que como sabemos o grande estoque de luminosidade climática na região da linha do Equador, faz com que a claridade reflita intensamente nos corpos e materiais da paisagem.


Foto: Rua Monsenhor Coutinho. Centro. Autor: Geóg. M. Bechman. 2011.
A beleza cênica e a harmonia arquitetônica em que se encontram dispostas edificações do inicio do século XX, além do charme nos inspira a acreditar numa Amazônia sustentável e possível. Nas copas das árvores que margeam as vias urbanas nesta parte do Centro de Manaus habitam espécies de pássaros que nos encantam ao exercicio prazeroso da caminhada nos domingos e feriados em que a cidade está mais tranqüila e é possivel perceber e contemplar o belo, bem como oxigenar os ouvidos com o canto dos pássaros.

Herdamos esta beleza dos antepassados deste lugar e que Deus nos ajude a preservá-lo e a devolver ás futuras gerações.

Saudações Amazônicas!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ANDARILHO NO CARNAVAL

Foto 01. Carro Abre-alas do GRES Reino Unido da Liberdade.
Autor: Géóg. M. Bechman, 2012.
No último sábado, 18 fomos ao Desfile das Escolas de Samba de Manaus no maior Sambódromo do Brasil. As razões eram muitas, dentre elas, a de ser folião e neste ano desfilar na Escola do coração, a Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro. Nestas andanças, pudemos observar a grandiosidade da Festa mais popular do Brasil e movidos pelo samba, cerca de 180 mil pessoas lotaram o sambódodromo de Manaus para ver as escolas de primeiro grupo.

Foto 02. Alas coloridas da GRES Reino Unido. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
Neste sentido, destacariamos o enorme e nobre esforço de diretores e apaixonados pelo samba em Manaus, onde nos anos anteriores já ocupamos a segunda melhor festa de escolas de sa,ba do Brasil. Testemunha ocular, vimos o esforço hérculeo para mobilizar os carros  alegóricos em meio a uma verdadeira nuvem de pessoas, algumas envolvidas ou não com as escolas. Os barracões precisam de mais espaços para manobrar as enormes estruturas dos carros alegóricos.

Foto 03. O circo e estudantes salesianos no interior da alegoria.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
Em nossa opinião, a segurança foi deficiente e lenta no acesso dos foliões ás arquibancadas do sambódromo, perfazendo filas quilométricas e em alguns pontos houveram invasões. Também no interior do sambódromo, os guardas não se posionaram nos últimos lances de arquibancada, embora saiba que graças a Deus não ocorreram incidentes e acidentes graves. As obras da Arena da Amazõnia, fizeram que houvesse uma adaptação na área de concentração das agremiações. Num dos jornais eletrônicos (G1) lemos uma notícia em destaque tratando da questão do lixo após o desfile com o fim dos desfiles. Acreditamos, que exisitiam notícias e temas mais felizes para serem abordados como referência ao carnaval amazonense. Veja, porquê não destacam o xixi nas ruas do Rio de Janeiro durante o Carnaval ou as brigas em Salvador! Coerência nota zero. Isto está mais parecendo reserva de mercado do quê jornalismo sério.

Foto 04. Ala Tira-ressaca da Vitória Régia. Autora: S. Soares, 2012.

Fizemos nosso papel, fomos á passarela do samba manauara com a Verde e Rosa da Praça 14 de Janeiro, mas infelizmente não saímos vitoriosos neste carnaval, apenas a lição de que não dá para fazer carnaval apenas com foco no passado. Vamos á luta de novo Vitória Régia!
Em Manaus, nosso destaque vai para a Bicampeã Reino Unido da Liberdade que fez um belo desfile com destaque nas suas ricas e cheias fantasias. E, a grande surpresa, a chegada em terceiro lugar da GRES Balaku Blaku do Centro da cidade, que conseguiu mudar a direção do seu carnaval para uma renovação na concepção e chegou muito perto da vice campeã Mocidade de Aparecida.

Mais, um Carnaval no sambódromo de Manaus, mais uma boa lembrança para as nossas andanças pelo Amazonas que tanto amo!

Saudações Amazônicas!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ROMARIA DO SAMBA

Foto: Ensaio da Bateria da GRES Balaku Blaku. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Desde de 2009 costumo junto com familiares visitar as quadras das Escolas de Samba de Manaus e em 2012 para manter a tradição não fizemos diferente. A despeito das dificuldades de gestão e limitação das agremiações, o Carnaval proposto pelas escolas de Manaus revela o grau de independência que as agremiações vem conquistando há quase uma década, dispensando os recursos vindos do Estado (Governo e Prefeitura). A nosso ver, um caminho necessário para a sustentabilidade financeira embora reconheçamos que o Estado não deva se abster do incentivo á cultura popular.


Foto: Fantasias em exposição do Reino Unido da Liberdade.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Visitamos quatro agremiações, começando pela campeã de 2011, o GRES Reino Unido da Liberdade. De fato e de direito uma escola bem assentada na história da Comunidade dos bairros do Morro da Liberdade, Betânia, Educandos, São Lázaro e Raiz. Daí a atratividade do samba na quadra do Reino Unido. Das escolas visitadas, como leigo, acredito que esta escola possua a "Melhor Fantasia", pelos detalhes no acabamento e beleza da concepção. O Ensaio da escola aos domingos á tarde são realmente um evento, pois agrega uma variedade de vendedores ambulantes nas imediações da quadra. Da origem humilde da escola de samba que figura entre as grandes de Manaus, ficou marcado em minha memória, uma samba que representa bem o bairro do Morro da Liberdade, de acordo com o pesquisador de carnaval Daniel Salles, este samba de enredo de 1984 mostra de fato a "cara" dos meninos do morro quando a Escola ainda era bloco carnavalesco:

"Arrasta a sandália, bate o pé o no chão, levanta a poeira do meu coração..."



Foto: Escudeto da GRES Mocidade de Aparecida. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Outra escola visitada foi a Mocidade Independente de Aparecida, assentada no bairro de mesmo nome, cuja tradição de ocupação humana é de descentes de portugueses. A quadra muito bem cuidada da escola de samba, mobiliza grande número de pessoas durante os ensaios. A escola de Aparecida, vem com uma bateria afinada e ritimada, solta e um samba normal, facil de cantarolar e este ano vai tentar mais um título no Carnaval de Manaus. Das escolas visitadas, a quadra da Mocidade de Aparecida é a que reúne melhores instalações físicas e uma organização bem superior há muitas outras agremiações. Dos carnavais da Aparecida, o que marcou em minha lembrança foi o de 1987 sobre os Maués, cuja letra do samba de enredo, mostra muito bem o quanto era acirrada a disputa do Carnaval em Manaus.


"...Por seis vezes já fui rei, vou tentar mais uma vez, ninguém vai me segurar! Quebrei patoás, os Deuses fiz chorar e nem Figas do Bomfim me fez parar..."



Foto: Gravura da Balaku Blaku. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Ainda no Centro de Manaus, visitamos a escola de samba Balaku Blaku, cujo nascimento está na presença de imigrantes e turistas alemãs que se hospedavam e que durante o carnaval caíam no samba. A Escola de linha popular concentra muitos adeptos e possui uma poderosa bateria auto-denominada "Bateria Águia de Ouro", vistosa e potente a bateria da Balaku Blaku levanta a multidão. Neste ano, a escola deseja estabelecer um marco em sua história, revendo conceitos de desfile e inovando em alguns quesitos. Da Balaku Blaku lembro de sua bateria orgulhosa desfilar pela João Alfredo, atual Djalma Batista (Antiga avenida do Samba) cuja frase popular do samba se expressava:

"O meu Verde não é rabo de foquete, vai tocar fogo no cacete"


A última Escola de Samba visitada foi a Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro, o "Berço do Samba" amazonense, refúgio dos negros até meados do século XX. A Escola mais tradicional de Manaus e a de maior torcida na cidade, tem na sua identidade e na força de sua comunidade a energia necessária para se manter sempre entre as candidatas ao título. Do ponto de vista organizacional, a escola precisqa assegurar a transição para uma gestão mais profissional e menos afetiva, para que a alegria e a emoção possam conitnuar a dar o brilho devido á paixão verde e rosa.  A Verde e Rosa vem com um samba fácil de dominar e promete com manda a sua tradição empolgar o público no sambódromo. Não há que não conheça este refrão:

"Acorda minha gente tá na hora, da alegria se expalhar! O Meu Coração tá todo prosa, de Verde e Rosa na Avenida a desfilar! Vitória Régia não é brincadeira! Saia da frente que vai levantar poeira". 

De todo meu coração, desejo a todos e todas muita alegria em mais este carnaval. Como folião estarei no sambódromo para ver minha escola querida mais uma vez brilhar!

Saudações Carnavalescas!

sábado, 26 de novembro de 2011

I PORONOMINARÉ, DIÁRIO DE BORDO 2


No dia 19 de Novembro passado, realizamos junto aos acadêmicos de Turismo da Faculdade Metropolitana de Manaus, a I Excursão Poronominaré ao Encontro das Águas, a bordo do barco Castelo Guedes IV. Durante o evento, foi desenvolvido em tempo real, o mapeamento da orla fluvial de Manaus, sendo gerado alguns cartogramas (mapas) com a competente elaboração do Geógrafo Charles Silva de Araújo, o que apresentamos á comunidade com análises preliminars dos documentos cartográficos confeccionados durante a excursão.




Na primeira estação da Excursão, registramos o processo de ocupação e configuração da orla fluvial de Manaus ao longo do Rio Negro, destacando a Praia de Ponta Negra. Notoriamente, o mapa nos remete aos grandes espaços preservados de área verde nesta feição de área, em função da presença de instalações militares do Ministério da Defesa e por outro lado, a rarefeita ocupação humana, se revela num processo de autosegregação residencial urbana, onde as classes sociais mais abastadas da metrópole, disputam um espaço de amenidades e status na configuração socioespacial da cidade de Manaus.




Nesta imagem, podemos visualizar a enorme pressão populacional e ocupacional da orla fluvial na zona oeste da cidade de Manaus, tendo em vista o adensamento urbano nos bairros de São Raimundo, Santo Agostinho, Compensa e Aparecida, confirmando a supressão de espaços verdes e livres e até mesmo na orla na altura do Porto de São Raimundo, há uma forte presença de ocupações subnormais que se estendem do topo ao talude da encosta de frente para o rio, formando uma "parede urbana" à ventilação ribeirinha em direção ao sítio urbano e tinturando em mosaico o espaço geográfico da cidade.



No trecho compreendido entre o Centro de Manaus e o Bairro do Mauazinho, observamos a utilização extensiva e exaustiva de toda orla fluvial do Rio Negro, seja por instalações industriais, comerciais e ou ocupações urbanas subnormais. Em alguns pontos neste trecho encontramos pontos que indicaram uma ação "planejada" como a "Praia do Amarelinho" no bairro dos Educandos, com a marca de uma urbanização da encosta.

Esperamos com este trabalho que as políticas de transformação da cidade de Manaus, contemplem ações responsáveis de uso e usufruto consciente das potencialidades paisagísticas desta cidade, ás márgens do encontro das águas mais famoso do mundo, o do Rio Negro com o Rio Solimões.

Saudações Geográficas!