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sábado, 22 de fevereiro de 2014

MAUÉS, TERRA DO GUARANÁ - Parte 1

Foto: Pôr-do-sol em Maués. Autor: M. Bechman, 2014.

Participando de um Programa para Formação de Professores da Educação Básica - PARFOR, mantido pelo governo federal e a convite da geógrafa Giselane Campos para substituir um colega, fomos ministrar a disciplina Conteúdos e Metodologia de História e Geografia para o curso de Pedagogia da Universidade Federal do Amazonas no período de 21 de Janeiro a 01 de Fevereiro na sede do município.

Foto: Silvio Proença - O Barão do Guaraná. Autor: M. Bechman, 2014.

Aproveitamos o trabalho para andarilhar pela cidade dos Maués, famosa por vários aspectos históricos, sociais, geográficos e culturais. A Cidade recebeu este nome em homenagem aos índios Mawés habitantes do Lugar, cuja história destes espaço nos remete á existência da não menos famosa Mundurukânia onde índios guerreiros mundurukus exercitavam a arte da guerra. Também Maués é conhecida como a Terra do Guaraná, pois em 1905 foi descoberta a importância do guaraná como energizador e restaurador das forças humanas.

Foto: Orla comercial de Maués. Autor: M. Bechman, 2014.

Em sua orla que segmenta-se em área econômica dedicada as atividades comerciais como as feiras, mercados e portos e a extensa parte dada ás suas belas praias de água doce...belas mesmo! Maués me surpreendeu. Com um sítio territorial plano, a apreciação horizontal é inevitável e especialmente perfeita para as caminhadas e a circulação de bicicletas que participam junto com as muitas motocicletas de um trânsito "inocente" nas suas largas ruas.

Foto: Obelisco Maçônico em Homenagem ao Fim da Cabanagem 1835.
Autor: M. Bechman, 2014.

Alguns pontos neste município merecem real destaque por par parte deste andarilho, a Igreja Católica NSa Imaculada Conceição e Divino Espírito Santo é um marco em sua arquitetura circular e seus ícones religiosos que mostram a força da cultura regional em seus vitrais e até mesmo no sacrário com  a presença da fruta do Guaraná, revelando o reconhecimento da força da cultura regional sobre a religiosidade. Na praça á sua frente, teremos um obelisco Maçônico que marca a assinatura do tratado do fim dos últimos combates da Revolta dos Cabanos em 1835. Impressionante!

Em Maués pode-se observar também um "Encontro das águas" dos rios Maués-açú de águas escuras com o Paraná do Urariá que também serve de berçário para peixes e onde os botos encarnados e tucuxis se deliciam com a enormidade de cardumes. Não bastasse apenas Maués contribuir para a História do Amazonas e da Amazônia, este lugar especial também é cheio de sítios arqueológicos que servem de testemunhos das antigas civilizações amazônicas. Difícil não se fascinar com Maués.

Foto: Encontro das águas do Maués-açú com o Paraná do Urariá.
Autor: M. Bechman, 2014.

A população de Maués, suas elites e seus personagens mais humildes possuem um orgulho ancestral materializado na sua participação na História da Amazônia e na História Política do Amazonas. Maués por conta do Guaraná, de suas praias, de sua gente, de sua culinária apreciadíssima e de sua arqueologia ainda nos oferece uma das farinhas mais saborosas da Amazônia.

Saudações Andarílicas!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Associação de Geógrafos Brasileiros é homenageada na sede do Crea-AM

 
Foto: ASCOM - CRE-AM, 2012.
Atualizada em 19/12/2012 - 17:51h
Transcrição de texto integral.

A Associação de Geógrafos Brasileiros – AGB secção Manaus, completa nesta quarta-feira, 19, 30 anos de existência na capital amazonense. Para celebrar a data uma homenagem foi realizada na sede do Conselho, no auditório Arly Barbosa Coutinho com representantes da entidade.
A homenagem se estendeu a pessoas contribuíram ao longo da história para que a associação chegasse onde está atualmente, é o caso de José Max Dias Figueira, que foi presidente da AGB entre os anos de 1990 e 1994, para ele a importância da entidade está nas discussões na qual se enquadra. “É uma das associações mais importantes para sociedade principalmente quando discute espaço urbano, ocupação social do solo, mobilidade urbana, ou seja, o geógrafo pode estar em todas essas discussões, além dos temas relacionados a questão ambiental”.


Foto: ASCOM - CREA-AM, 2012.


Para Mauro Bechman, Diretor Geral da AGB secção Manaus, além da homenagem o evento também é a oportunidade de estreitar relações com o Conselho. “Estivemos aqui para comemorar e congratular todos os membros dessa associação que hoje completa, exatamente, 30 anos e laureamos alguns dos nossos profissionais que aguerridamente lutaram pela associação ao longo dessa história. E fortalecer os laços com o Sistema CONFEA /Crea, além de projetar um ano novo de sucesso, de consolidação do trabalho do geógrafo no espaço amazônico”. Ele ainda destacou os desafios que estão sendo enfrentados. “Temos o desafio do meio ambiente, o das geotecnologias, o desafio da interpretação desse momento de produção do espaço geográfico, a urbanização, então são temas da ordem do dia e que os préstimos do geógrafo se fazem necessário”.
“Com a eclosão da questão ambiental, a partir da Eco 92, o profissional de geografia voltou a ser valorizado, por que é ele que tem uma sensibilidade muito grande na relação do homem com a natureza”, afirmou Ricardo José Batista Nogueira, representante da UFAM no evento.
Desde 1982 a AGB trabalha em defesa dos direitos dos profissionais geógrafos e do ensino da Geografia. Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Ambiental, Geotecnologias e Geoprocessamento são os pilares da atuação profissional.
Fonte: Ascom Crea-AM www.crea-am.org.br