Mostrando postagens com marcador Futebol Amazonense. Amazonão 2012. Nacional F.C. Fast Clube. Clube do Trabalhador. Estádio Roberto Simonsen.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol Amazonense. Amazonão 2012. Nacional F.C. Fast Clube. Clube do Trabalhador. Estádio Roberto Simonsen.. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de maio de 2012

FUTEBOL AMAZONENSE

Foto: Estádio Roberto Simonsen. SESI Manaus. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Muito se fala mal do futebol amazonense na grande mídia, mas ainda bem que existe a internet e apossibilidade de mostrar a nossa visão sobre os eventos. Como andarilho tenho ido aos jogos de futebol do campeonato amazonense de futebol e a despeito da "cultura" inventada de que o futebol do Amazonas não existe, busquei registrar algumas imagens que retratam bem a minha ótica sobre o nosso futebol.

Foto: Os torcedores lotam o Sesi na Decisão do Primeiro Turno.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.


A decisão do 1 turno no dia 17 de Março deste ano entre Princesa do Solimões e Nacional lotou os dois jogos, tanto no estádio Gilbertão em Manacapuru quanto em Manaus no Roberto Simonsen.
De fato, a organização dos clubes amazonenses deixa a desejar e a imprensa local que cobre o esporte pior ainda, pois não divulga positivamente os eventos esportivos quanto ao tamanho de seu merecimento. Veja, mesmo não havendo uma imprensa capaz de mover multidões aos estádios, é uma imprensa que sofre da síndrome do colonizado, em que apenas aprecia e enaltece os eventos produzidos em outras praças esportivas. É uma imprensa autodepreciativa e depreciativa de seus produtos, entre eles, o futebol. Decerto, que muitos cronistas não participaram da história do futebol amazonense e também não se identificam com o mesmo, pois foram educados para "fora" a partir da matriz cultural de outras regiões, além de não conhecerem a história dos clubes amazonenses.

Foto: Princesa do Solimões. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Assistindo aos jogos principais do certame, descobri que na verdade temos uma imprensa fraca e um futebol que não é ainda brilhante mas tem grandes valores dentro de campo. Um verdadeiro paradoxo, pois assistimos ao avanço do futebol apenas dentro das quatro linhas, ou seja, do túnel para o campo. Dirigentes não confiáveis estão a varejo e corroboram para uma imagem pouco apreciável do futebol amazonense.

Verdadeiras oligarquias se formam nos clubes e nas instituições ligadas ao futebol amazonense, tornando-se verdadeiras ditaduras como uma longividade impressionante superando décadas. A desmobilização dos torcedores parece também contribuir para este cenário, embora existam pessoas realmente sérias que amam o ludopédio e que ainda não tem força política para a reforma das instituições do futebol amazonense.

Foto: Estacionamento improvisado no Roberto Simonsen.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.


Uma imprensa descomprometida e uma elite no futebol que trabalha para o descaso com os clubes amazonenses, só poderíam conduzir o Amazonas ao papel coadjuvante no cenário futebolístico brasileiro. Com o grito engasgado na garganta os torcedores vão ao estádio empurrar seus clubes com o entusiasmo juvenil de adultos e crianças que sonham com um futebol digno das tradições da Terra de Ajuricaba.

Foto: Av. André Araújo em dias de Jogos do Amazonão.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Neste sábado 19 de Maio, assisiti e me emocinei com a primeira partida da decisão do Campeonato Amazonense 2012 entre Nacional e Fast Clube (O Clássico Pai-Filho) que terminou com o empate em 2 a 2 aos 46 minutos na arrancada e no arremate do centro-avante Leonardo do Nacional para a explosão incontida da torcida azulina que mesmo com os ingressos majorados em 100% compareceu em bom número ao Clube do Trabalhador no Aleixo.

Contra o ingresso, a não divulgação passional do evento pela imprensa local colonizada, dirigentes não confiáveis, o torcedor ainda vai ao estádio e sentir a emoção que transformou este esporte num signo global de intercâmbio. Belíssimo jogo. O Fast joga um belo e vistoso futebol e o Naça é só emoção com sua torcida fiel e apaixonada que empurram seus atletas para as vitórias. Um clássico digno de um povo que ama o futebol, mas não é amado por suas elites.


Saudações Geográficas!