domingo, 17 de março de 2024

NOVO PASSO DO ANDARILHO

FOTO: IGARAPÉ DO PASSARINHO. 
AUTOR: CUCUNACA, 2024

De tempos difíceis para os andarilhos da Amazônia chegamos a constatação de que é preciso escrivinhar sobre os nossos passos pela geografia dos sentidos.

Alguns anos em recesso. Talvez pelas condições de vida difíceis e a preocupação onipresente com a sobrevivência. Os andarilhos estão sujeitos a isto.

E o Tempo passa.

Votamos!

domingo, 9 de fevereiro de 2020

ETERNO RETORNO AO FUTEBOL AMAZONENSE

FOTO: ARENA DA AMAZÔNIA. 2020.


Estamos de volta aos estádios. Desde 2014 não acompanhamos mais o futebol amazonense em função das várias situações postas que vão desde a Copa do Mundo de Ludopédio da FIFA até a nossa colonizada imprensa, passando é claro, pelos dirigentes de nossos clubes. 

Fomos ao jogo Nacional F.C x Amazonas F.C na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Nessa volta, vimos um  campo de jogo maltratado, gramado em lastimável condições e as cadeiras do estádio já perdendo as cores vibrantes que embelezavam aquela arena outrora tão linda.

Antes de 2014, a crônica esportiva amazonense reclamava que não dispunha de estádios e condições que alavancassem o futebol local. Em 2020 temos três bons estádios, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, o Ismael Benigno (Colina) e o Carlos Zamith no bairro do Coroado, isto sem falar no interior da região metropolitana, Floro de Mendonça (Itaquatiara) e de Manacapuru.

Os clubes permaneceram praticamente na mesma. O Nacional nunca deixa de ser a eterna esperança de termos um clube antigo e grande entre os grandes no cenário brasileiro. O São Raimundo lutando para voltar a ter um céu celeste e o Nacional Fast Clube com a eterna garra de um time de eternos amantes do futebol. Grupos fechados com visões fechadas proporcionaram o nascimento de outros clubes como o Manaus F.C e o Amazonas F.C dissidências do Leão da Vila Municipal, aliás mais duas depois do Fast.

A verdade é que chegamos ao século 21 e não temos um representante na elite do futebol brasileiro. E estas novas agremiações foram nascendo deste certo inconformismo. Sim, gerações que já nasceram sem identidade com o futebol do Amazonas representados pelos clubes centenários sem títulos de expressão regional ou participação nacional digna de nota. Desse modo, a 5a economia do Brasil está ainda órfã de um clube de futebol que a faça se sentir parte do universo futebolístico nacional.

E a imprensa colonizada do Amazonas? Bem, continua colonizada e anciã, dando sinais de caducidade. Crônica que ainda não leva os ex-jogadores para dentro dos estúdios, repórteres de campo que não vivem o futebol e nem o cotidiano dos atletas. Locutores que fazem apologia e se deslumbram com o futebol europeu e de outras regiões do Brasil, marcando assim esse "provincianismo" do Amazonas.

Aliás, as matérias televisivas são sempre levando os torcedores a verem o futebol como "entretenimento", uma brincadeira. Sempre levado na galhofa. Daí o título do campeonato apelidado de Barezão por esta imprensa, que em vez de homenagear, ganha mais o tom de depreciar, quando o melhor deveria ser o Amazonão para orgulhar e dar dimensão da grandeza deste estado que pode muito bem ter sido o primeiro lugar a ter recebido uma partida de futebol no Brasil.

Afinal, no final do século 19 e inicio do 20, as empresas inglesas construíram nosso porto do Rodway e a rede de esgoto do Centro Histórico, será que ninguém sabia jogar bola?. Espero que os jovens respondam a este momento. O momento é de vocês.

E o jogo? Ah, no campo o perigosíssimo Amazonas F.C fez no primeiro tempo jogadas melhores que o Leão, e o Naça com a luta de sempre igualou. O Jogo foi empate em dois tentos para cada lado. 

E a volta ao estádio? Indescritível. A emoção, o barulho das torcidas, a vibração, a companhia da família e o papo sobre futebol de sempre, focado na bola...a magia do futebol, o orgulho dos "moleques"de agora, o torcedor humilde e apaixonado, os fanfarrões e seus gritos de incentivo e xingamento e a explosão do gol, ah que êxtase! E esse meu coração que não muda de cor...



Naça é Naça, o resto é fumaça!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

CARAVANA LULA LIVRE, EM MANAUS

FOTO: PROF. FERNANDO HADDAD.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Nesta quinta-feira, 23 Manaus recebeu a Caravana Lula Livre, promovida pelo pelo Movimento Lula Livre composto por Partidos políticos, UNE, entidades da sociedade civil e movimentos sociais. Conforme o cronograma do evento, a Caravana, em solo manauara, teve inicio com uma visita a Moto Honda da Amazônia, seguida de uma "Barqueada" até o encontro das águas. A direção da caravana, tendo como líderes, a senadora Gleisi Hoffman - atual presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT) juntamente com o ex-candidato pela legenda, o Prof. Dr. Fernando Haddad conversaram com lideranças locais sobre anseios e projetos de sustentabilidade para a Amazônia.

FOTO: FACHADA DA UFAM.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

À tarde, a caravana chegou à Centenária Universidade Federal do Amazonas (UFAM) primeira universidade do Brasil, fundada em 1909. No hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras, a caravana integrou-se a um Ato Público em defesa da Universidade Pública. Apresentações culturais, declamação de poemas, discursos e música indígena da etnia Tariano do Alto Rio Negro antecederam as falas da senadora Gleisi Hoffman e do Prof. Dr. Haddad que foram saudados de forma entusiasmada pelo público presente, por nossas estimativas, composto por cerca de 2 mil pessoas entre professores, geógrafos, intelectuais, militantes, arte-educadores e estudantes. 


FOTO:  SEN. GLEISI HOFFMANN.
AUTOR: CUCUNACA, 2019.

Em seu discurso, a presidenta nacional do PT Gleisi Hoffman, destacou a importância da mobilização popular em defesa da liberdade do ex-presidente Lula, sentenciado a partir da Prática de Lawfare quando o Direito é usado contra o indivíduo sem provas consistentes baseadas apenas em delações sob pressão psicológica.

FOTO: HADDAD DISCURSA NA UFAM.
 AUTOR: CUCUNACA, 2019.

 FOTO: HADDAD NA UFAM.
 CUCUNACA, 2019.

O professor doutor Fernando Haddad, discursou enfatizando a importância da Universidade Pública, da Pesquisa e das conquistas dos governos Lula e Dilma Roussef para a região amazônico, em especial, para o Amazonas, além do papel estratégico da região para o desenvolvimento do Brasil. O Ato Público foi encerrado por volta das 17hs30mn e a Caravana Lula Livre seguirá pelo norte do país com passagens por Santarém e Belém do Para, sendo encerrada nesta edição na cidade de Concórdia.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

MANIFESTAÇÃO PELA DEMOCRACIA EM MANAUS - AMAZONAS 2016 - 52 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 1964

FOTO: DJUANE TIKUNA - ARTISTA TIKUNA. AUTOR: CUCUNACA, 2016

Nesta sexta-feira 31 de Março em que os brasileiros rememoram a triste passagem em sua História de um período de exceção democrática, marcada pela implantação de uma Ditadura Civil-Militar em 1964 que depôs um governo legitimamente eleito pelo sufrágio universal, João Goulart. São 52 anos do Golpe de Estado que derrubou Jango. 

FOTO: PÚBLICO PRESENTE. AUTOR: CUCUNACA, 2016

Nesta sexta-feira 31, ensolarada na capital da Amazônia, Manaus, militantes e democratas foram até o Largo de São Sebastião, no entorno do Teatro Amazonas para defender a Democracia contra um processo de Impeachement promovido por setores conservadores e partidos de oposição derrotados no pleito de 2014 que reelegeu a primeira mulher a governar o Brasil, Dilma Roussef do Partido dos Trabalhadores (PT).

FOTO: MILITANTES DE ESQUERDA. AUTOR: CUCUNACA, 2016.

Estiveram presentes no Ato Público, estudantes, professores, democratas, movimentos sociais e entidades de classe e claro, a presença nestes atos dos representantes das nações indígenas junto ao campo progressista. Num sentido especial, a índia Djuane Tikuna, cantou um canção de seu povo e depois executou o hino nacional brasileiro em língua Tikuna, encerrando o Ato Público em Defesa da Democracia. Discursaram além dos movimentos negros, sindicalistas, professores, estudantes, dentre os quais destacamos a fala do Prof. Dr. Renan Freitas Pinto (UFAM) e do Prof. Dr. Randolpho Bitencourt que destacaram a luta social e institucional pela constitucionalidade do mandato da presidenta Dilma Roussef (PT), tendo em vista a mobilização em todo o país e entre as nações latino-americanas.

Foi um evento político, mas sobretudo, cultural, onde via-se claramente a "cara do povo brasileiro" seja na presença dos movimentos sociais, seja pela presença massiva de intelectuais, artistas, poetas e democratas.

Longa Vida a Democracia Brasileira!

sábado, 19 de março de 2016

IMAGENS DA MANIFESTAÇÃO CONTRA O GOLPE JURÍDICO-MIDIÁTICO EM MANAUS 2016

FOTO: INÍCIO DA MANIFESTAÇÃO.
AUTOR: CUCUNACA, 2012

FOTO: POVOS INDÍGENAS. AUTOR: CUCUNACA, 2016

FOTO: JUVENTUDE SOCIALISTA.
AUTOR: CUCUNACA, 2016

FOTO: LARGO DE SÃO SEBASTIÃO, 2016.

FOTO: CARTAZ DE APOIO AO GOVERNO.
AUTOR: CUCUNACA, 2016.

FOTO: SAÍDA DA PASSEATA. RUA 10 DE JULHO, MANAUS.
 AUTOR: CUCUNACA, 2016.

FOTO: PASSEATA PELA DEMOCRACIA.
AV. GETÚLIO VARGAS. AUTOR: CUCUNACA, 2016.

sábado, 16 de janeiro de 2016

ESCOLAS DE SAMBA DE MANAUS: O QUE SE APRENDE NELAS E COM ELAS

FOTO: CENTRO DE CONVENÇÕES DE MANAUS_SAMBÓDROMO. 2015. AUTOR: CUCUNACA, 2015.

Muitas vezes, as escolas de samba tem que a cada ano se afirmarem como associações importantes para a afirmação cultural, educacional e historiográfica de um povo ou segmento social. Neste sentido, gostaria de enfatizar alguns pontos que merecem destaque nas escolas de samba de Manaus e sua inserção na sociedade.

1. Nas escolas de samba, longe de serem desorganizadas, são entidades com registros jurídicos e formalizadas, passíveis de penalidades advindos de sua responsabilidade social.
2. Em algumas escolas de samba, desenvolvem projetos sociais, como dar oportunidade para aprendizes, jovens, músicos, dança, de cursos, além de esportes, clubes de artesãos e de cultura;
3. As escolas de samba pelo volume de capital que movimentam numa cidade, envolvem as industrias do entretenimento, das mídias clássicas e internet, das artes, da música, da cultura e da infra-estrutura;
4. As escolas são referências de identidade de seus lugares. Sua geografia aponta para a manifestação musicada de um segmento social muitas vezes, marginalizado ou excluído do contexto social hegemônico.
5. Geradora de empregos, o pagamento de salários - é espantoso isso, mesmo que em caráter temporário. Em lugares como Manaus, longe dos grandes centros do Brasil, a manifestação popular contribuí para a construção da identidade nacional.
6. Contribuição a cultura e a educação.
7. Dispersor da energia.
8. Agregador de pessoas.
9. Festa popular democratizada e aberta gratuitamente. Em Manaus, não se paga ingressos para vivenciar o espetáculo.
10. Industria alimentícia, empregos formais, informais e temporários.
11.Industria da reciclagem e da sustentabilidade.
12. Contribuição para a língua do país, com a diversidade de vocabulário regional e suas re-significações.
13. Gerador de eventos na industria da cultura, e agenda para noticias.
14. Constante espaço de simulação para eventos de massa com forte presença de pessoal.
15. Exercício dos setores públicos envolvidos (segurança, saúde, engenharias e entidades da sociedade civil organizada).
16. Retorno de impostos pargos pelos contribuintes.
17. Disciplinadora, são muitas as regras para se desfilar na passarela, pontualidade, não excesso de bebidas e outras, visto que se está em uma "competição".
18. Estímulo a tratar os adversários não como inimigos, daí a gíria "co-irmãs". Ou seja, estimular regras de sociabilidade e civilidade.
19. Negócios com parceiros que promovem a festa.
20. Mercado dos levantadores e personalidades que desfilam por agremiações, seja defendendo suas cores ou participando de seus eventos.
21. Alegria de viver. Afinal, estamos no Brasil, cuja identidade está diretamente ligada a sua bio e sociodiversidade cultural.

Alguns destes temas, precisam aprofundamento e certamente são temas importantes para a investigação e tratamento científico e cultural desta magnífica festa popular que é o desfile das escolas de samba de Manaus.

Saudações Carnavalescas!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

MANAUS 346 ANOS - OUTUBRO CINZA

FOTO: MANIFESTAÇÃO CONTRA AS QUEIMADAS EM MANAUS. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.


Neste dia 24 de outubro, Manaus completa 346 anos de existência. Minha cidade de nascimento e de coração. Em virtude deste momento, importo em destacar a sua primazia na Amazônia brasileira e a simplicidade de seu povo muitas vezes confundida com inocência.

No mês de outubro, foi dedicado a atenção a saúde da mulher, ganhando até o slogan de "Outubro Rosa". Mas, por ironia dos acontecimentos, a cidade de Manaus vem sofrendo muito com os rigores climáticos decorrentes do fenômeno El Niño, em que pese, temperaturas elevadas e baixa umidade do ar. Somam-se a isto, mais as queimadas criminosas na Amazônia, especialmente no sul do Amazonas e na região metropolitana de Manaus o que mergulha até o momento em que escrevo estas linhas, a cidade numa nuvem de fumaça que amplia-se com a chegada da noite.

As Organizações não-governamentais (ONG's) que vivem a espalhar aos quatro ventos que "Amam a Amazônia" ficam caladas, e veja, não são quaisquer organizações de "fundo de quintal", possuem ligações internacionais e suas sedes dão inveja a muitas pequenas empresas. 

Os meios de comunicação de massa, rádio e televisão limitam-se a registrar o fato da fumaça, sem contudo, aprofundar o tema preferindo culpabilizar os pequenos produtores rurais, mesmo conscientes que em nenhum momento da história recente da cidade, fenômenos como este, se manifestaram tão prolongadamente sobre os ares de Manaus. 

Os órgãos, institutos científicos e universidades (alguns deles se orgulham de ter meio centenário de Amazônia!), em silêncio, quando se pronunciam tratam apenas de aspectos periféricos a cortina de fumaça, falam das estatísticas e probabilidades e alguns até em adivinhações para projetar quando a fumaça irá se dissipar e até confundem a direção dos ventos, quando não apelam ao Divino para que nos envie chuvas. 

A classe média, que outrora, replicou via internet, a tragédia dos periquitos da Avenida Efigênio Salles, não polemiza em nada, não exerce nem o direito de consumidora da cidade, sobre a nossa perda de qualidade do ar. Uma classe média, que como diz, um colega meu de trabalho, quer saber mesmo é "Se o dinheiro já está na conta".

Neste cenário, Manaus fará 346 anos. Não bastasse, a vida de luta na cidade e pela cidade, os poetas do subterrâneo, se escondem da intoxicação da superfície de Manaus. As mucuras resistem por aparelhos, mas os ratos da cidade, continuarão a fazer poesia proscrita, nas esquinas enfumaçadas da Rua Leonardo Malcher com a Tapajós - que quiseram rebatizar de rua Portugal e a memória dos mais antigos não permitiu. Manaus, uma cidade que suas elites não a amam, apenas toleram porquê nesse espaço quente e úmido, ainda há caboclos a se explorar e caboclas lindas para se degustar (perdoem-me a deselegância!).

Espero sinceramente, deixar em Manaus minhas palavras grafadas em cada passo que dou na cidade "Mãe dos Deuses" tatuadas em cada tijolo e árvore, para que não virem fumaça e componham esta grande nuvem do esquecimento que insiste em pairar sobre a cabeça dos habitantes da minha amada Manaus.

Parabéns a todos os Ratos e Mucuras que insistem em fazer poesia no subterrâneo da cidade de Manaus!


domingo, 23 de agosto de 2015

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE


FOTO: MOVIMENTOS SOCIAIS E KIZOMBA, 2015.
AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.
Neste último dia 20, cerca de 8 mil manifestantes e uma dezena de entidades, entre sindicatos e movimentos populares, ocuparam as principais ruas do Centro Histórico de Manaus em apoio ao mandato da Presidência Dilma Roussef do Partido dos Trabalhadores (PT) e contra o golpe jurídico-midiático em curso, estimulado pelos setores conservadores da política do país e com intensa participação da mídia tradicional (rádio, televisão e jornais).

FOTO: MOVIMENTOS SOCIAIS, 2015. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.

A concentração e seus preparativos integram um dia nacional em defesa da "Democracia e contra o Golpe". Evento este, promovido pelas centrais sindicais, alguns partidos de esquerda e entidades estudantis além de movimentos sociais. O ápice fora a concentração no Largo de São Sebastião em frente ao Teatro Amazonas e a Igreja de São Sebastião na histórica rua 10 de Julho, data esta alusiva a Libertação dos Escravos no Amazonas.

FOTO: MOVIMENTOS EM DEFESA DA CASA PRÓPRIA. 2015.

Grupos sociais do interior do Estado também estiveram presentes no evento que faz parte das mobilizações sociais em defesa do pleito que deu a então candidata Dilma Roussef, o lugar de comando do país, a partir das eleições em 2014. Movimentos sociais, pedindo justiça no campo e moradia na cidade, misturavam-se àqueles que desejavam o afastamento do presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB) por envolvimento em denúncias de corrupção.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ÁRVORE SAGRADA: SUMAÚMA DO PARQUE DO MINDÚ. MANAUS.AM

FOTO: SAMAÚMA DO PARQUE MUNICIPAL DO MINDÚ.
PLANTADA POR GRO HARLEM BRUNDTLAND, 1992.
 AUTOR: NACERJA, 2014.

A samaumeira na proximidade do chapéu de palha no Parque Municipal do Mindú foi plantada por nada mais nada menos que a ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland no dia 18 de março de 1992. Gro Harlem foi relatora do Relatório Nosso Futuro Comum ou Relatório Brundtland publicado em 1987 em que propõe um novo modelo de desenvolvimento para o mundo, baseado na proteção dos recursos naturais e na sustentabilidade econômica e ambiental. 

O ato de plantar a espécie de samaúma (ceipa pentandra) teve caráter simbólico de grande valor pois serviu de marco de criação institucional do Parque Municipal do Mindú, justamente no ano em que se discutia a Conferência Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, mais conhecida como Rio-92 ou Eco-92.

A criação do parque representou a força dos manauaras e amazonenses, moradores do bairro Parque Dez de Novembro, que desde 1975 vinham lutando junto ao Estado para a criação de uma área de proteção ambiental que garantisse a harmonia socioespacial e evitasse a extinção de uma espécie de primata, o sauim-de-coleira, chamado popularmente de sauim-de-manaus, um dos seus ícones mais representativos da paisagem natural do Amazonas.

Obs: De forma proposital, grafamos Samaúma, pois esta espécie que ocorre nos continentes asiático, africano e americano, recebe diferentes denominações regionais. Neste sentido, preferimos, manter a gíria dos amazonenses!

ÁRVORE SAGRADA: MULATEIRO DA PRAÇA HELIODORO BALBI. MANAUS/AM


FOTO 01. MULATEIRO DA PRAÇA HELIODORO BALBI. MANAUS. AUTOR: CUCUNAÇA, 2014.

Desde 1954 reúnem-se à sombra deste frondoso e quase centenário mulateiro, bem na frente do Palacete Provincial do Amazonas na praça Heliodoro Balbi mais conhecida como  Praça da Polícia, alguns escritores e poetas amazonenses que, preocupados com a inclusão do Amazonas nos movimentos literários e artísticos iniciados na Semana da Arte Moderna em 1922, fundaram o Clube da Madrugada.

FOTO 02. PLACA ALUSIVA AO CLUBE DA MADRUGADA. MANAUS, 2009. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.

A bela e exuberante espécie vegetal, trata-se de um mulateiro cujo nome científico é sibipiruna caesalpinia peltophoroides benth fabacea e está majestosamente  fincado na frente do Palacete Provincial do Amazonas, e mesmo sem idade estimada, pois supõe-se que ela tenha mais de 70 anos, ainda oferece sua sombra aos andarilhos da cidade morena, Manaus. Seu tamanho sobressai na paisagem, destacando seu dossel altivo, medindo aproximadamente 15 metros de altura. Um verdadeiro sombreiro amazônico.

Este fato, só revela o quanto há de interação entre árvore, a vida e a cultura na Amazônia, sendo aqui, um marco referencial na História das letras no Amazonas.


Saudações Ambientais!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ÁRVORE SAGRADA: A MANGUEIRA DA VITÓRIA-RÉGIA



FOTO: MANGUEIRA DA GRES VITÓRIA-RÉGIA. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015
Na Semana do Meio Ambiente, nada mais justo que homenagear as árvores de Manaus. Neste sentido, aponto que neste quase infinito de árvores da Amazônia, destacam-se aquelas cuja existência não marca apenas a paisagem natural, mas sobretudo o espaço urbano a partir da cultura.

Na rua Emílio Moreira no tradicional bairro da Praça 14 de Janeiro, uma mangueira plantada na frente da Escola de Samba Vitória-Régia, chama a atenção por "romper" com a construção da nova quadra da escola, parecendo ser integrada a arquitetura da construção. O tipo de mangueira é de frutos comuns. Mas, a despeito disto, esta mangueira já teria sido removida com a obra da nova quadra do Berço do Samba Amazonense, não fosse a sua representatividade simbólica e sua peculiar História.

Esta espécie vegetal fora plantada pela sambista e moradora Ticana Gouveia e seu marido para adornar e simbolizar os laços que fizeram a escola de samba Estação Primeira de Mangueira do Rio de Janeiro ser reverenciada como "Madrinha" da Verde e Rosa de Manaus. Moradores da área, relataram que eram na verdade duas mudas plantadas, mas que apenas uma de fato cresceu.

O bairro da Praça 14 de Janeiro sempre teve muitas mangueiras, onde essa cultura da chamada "economia de quintal" sempre fez parte do cotidiano de muitos moradores do bairro. Além do mais, nunca é bom deixar de resgatar a História das mangueiras com as populações afro-descendentes (quilombolas e mocambeiros), em que durante a escravidão nas senzalas e fazendas, foram criadas "crenças" de que não poderia se misturar "leite (produto das fazendas) com manga (espécie presente nas senzalas)". O que nada mais representava senão a preocupação do senhor da propriedade em impedir que os negros tomassem o leite que seria comercializado.

Sim, agora a mística e a representação simbólica unem natureza e cultura, num testemunho de resistência e amor á vida. Um legado importante para a cultura popular amazônica e amazonense, uma herança magnífica para as futuras gerações.

Saudações Ambientais!



domingo, 22 de março de 2015

ANIVERSÁRIO DA ARENA AMAZÔNIA: PRIMEIRO ANO

FOTO: ARENA DA AMAZÔNIA. AUTOR: M. BECKHMAN, 2014.

Dia 09 de Março de 2014 foi inaugurada a Arena da Amazônia Vivaldo Lima no jogo válido pela Copa Verde daquele ano. Duelaram Nacional AM x Remo PA, em que o resultado foi de empate em 2 a 2 o que gerou a eliminação do time nacionalino da competição. Neste jogo destacamos que o primeiro clube amazonense a marcar gols na arena, foi o Nacional FC com Jefferson Recife e Nando numa reação espetacular quando o time azulino estava com o placar adverso.

O primeiro clube de futebol a vencer uma partida de futebol na Arena da Amazônia foi o Nacional AM em 09 de abril de 2014 na partida válida pela Copa do Brasil entre Nacional AM e São Luiz de Ijuí/RS em que o Naça venceu por 2 a 1, com dois gols de Hilton José Firmino de Oliveira, o chapinha.

Portanto, o Nacional FC foi o primeiro clube amazonense a marcar gols na Arena da Amazônia e o primeiro clube a vencer uma partida oficial no novo estádio da Copa do Mundo de 2014, além de exibir a maior bandeira de torcida do Amazonas e a segunda maior do Norte do país na arena da Amazônia durante o jogo entre Nacional x Vilhena RO, em que o Naça venceu por 2 a 1.

Parece uma tolice falar disto, mas alguns grandes clubes do futebol brasileiro foram derrotados nas suas arenas por ocasião da inauguração, além de revelar o quanto o torcedor nacionalino ama seu clube a ponto de presenteá-lo com esta gigantesca bandeira de 60m de largura por 22m de comprimento e dá-lhe amor!.

sexta-feira, 13 de março de 2015

MANIFESTAÇÃO EM MANAUS EM DEFESA DA PETROBRAS


FOTO: ESTUDANTES SECUNDARISTAS DO COLÉGIO SOLÓN DE LUCENA. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015

Nesta sexta-feira, 13 de Março sob forte chuva, ás 16h, cerca de dois mil manifestantes atenderam a chamada das Centrais Sindicais CUT - Central Única dos Trabalhadores e CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, FUP - Federação Única dos Petroleiros, dos movimentos sociais, da UNE - União Nacional do Estudantes e da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, além da UJS - União da Juventude Socialista para um Ato em Defesa da Petrobras, Contra a Corrupção e em Defesa da Reforma Política, tendo como cenário o Centro Histórico de Manaus na confluência entre Avenida Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro.

FOTO: ESTUDANTES EM DEFESA DA PETROBRAS. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015

Neste ato participaram também trabalhadores dos municípios da região metropolitana de Manaus, além de grupos sociais de defesa das mulheres e dos movimentos LGBT e de luta por moradia, cujas lutas de afirmação e inclusão social sempre são encampadas por partidos de esquerda.

O Ato em Defesa da Petrobras é uma das bandeiras históricas desde a campanha "O Petróleo é Nosso" na Era Vargas nos anos 1950 e uma vez que novamente, uma das maiores empresas petrolíferas do Mundo, encontra sua diretoria envolvida em denúncias de corrupção. Este cenário, segundo analistas políticos, vai além da punição a corruptos e corruptores, visa a desvalorização da empresa e a sua privatização para grupos econômicos internacionais.

FOTO: PARTIDOS DE ESQUERDA. AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.

Como fruto dos apelos populares nas manifestações de Junho de 2013 reivindicando "Saúde e Educação", o congresso nacional, aprovou o uso dos royalties do petróleo extraído da região do Pré-Sal em 75% para Educação e 25% para a Saúde, portando vinculando o petróleo ao Desenvolvimento da estratégico da nação pelos próximos anos.

FOTO: CARTAZ EM MANAUS, 2015.
AUTOR: CUCUNAÇA, 2015.
A despeito disso, a presença de estudantes da Escola Pública na manifestação deste 13 de Março, embora em reduzido número, mereceu o registro pela preocupação da juventude com o futuro do Brasil e o papel da Educação no desenvolvimento do país e do Amazonas em que está localizado, o segundo maior produtor de petróleo no país no município de Coari na base de Urucu.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

IMAGENS DO CARNAVAL EM MANAUS 2015


Foto: Bateria da GRES Balaku Blaku. Manaus. 2015
Foto: Rainha do Carnaval. 2015.
Foto: Comissão de Frente GRES Mocidade de Aparecida. 2015

Foto: Chico da Silva. 2015

Foto: Mestre Sala e Porta Bandeira. GRES Unidos do Alvorada.

Foto: Destaque da Andanças de Ciganos. 2015

Foto: Bateria da GRES Andanças de Ciganos. 2015


Alegoria da GRES Andanças de Ciganos.

Ala da Andanças de Ciganos.

Folião da GRES Sem Compromisso. 2015.






domingo, 15 de fevereiro de 2015

SAMBA NA AMAZÔNIA, ANDARILHO EM FESTA.

Foto: GRES UNIDO DO ALVORADA. Ala das Baianas.
 Autor: Andarilho da Tribo, 2015.


Neste último sábado, 14, fomos andarilhando pelo desfile das escolas de samba de Manaus, realizado no sambódromo da capital amazonense. Sempre é um espetáculo à parte, a capacidade criativa dos artistas e técnicos das agremiações carnavalescas.

Desfile de escola de samba, sempre é uma aula de cultura, geografia e história. E, em se tratando deste lugar especial chamado Amazônia, tudo tem um sabor diferente. Este ano, por exemplo, não chove durante o desfile, contrariamente ao que ocorreu no ano que passou. Outro destaque justo, vai para os sambas de enredo...foram maravilhosos, com refrões e bossas inigualáveis fazendo com que as comunidades e povo dos bairros das escolas de samba não perdessem a empolgação.

Em 2015, os temas para enredo foram influenciados especialmente pela Amazônia, mesmo sabendo que algumas escolas, fizeram enredos clássicos e temas mais contemporâneos com a GRES Sem Compromisso que tratou do tema Luta e a GRES Unidos do Alvorada que desfilou mostrando a importância do cuidado com a saúde.

Ao nosso ver, as grandes favoritas seriam a GRES Mocidade de Aparecida pela beleza de suas alas e a GRES A Grande Família cujo samba-enredo foi considerado o melhor deste carnaval. Destaque para a Andanças de Ciganos do bairro da Cachoeirinha que trouxe a vida e paixão do tuxaua Ajuricaba num belíssimo samba e com alegorias muito expressivas do que foi a história deste herói amazônico e amazonense.

Adoro carnaval, e o desfile das escolas de samba de Manaus, são um ritual certo para qualquer andarilho com vontade de sentir o calor do povo amazonense, nesta terra de Ajuricaba. Muito Bom!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ANDARILHO NA COPA EM MANAUS

FOTO: ARENA DA AMAZÔNIA - EUA X PORTUGAL. AUTOR: M. BECHMAN, 2014

Numa tarde de temperatura amena por volta dos 28°C de sábado por volta das 16h e caminhando na Avenida Getúlio Vargas, foi que tive a noção da magnitude do evento em que iriamos participar: a Copa do Mundo de Futebol da FIFA.

Às vésperas do jogo entre Portugal e Estados Unidos na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, como um legítimo andarilho fui ao centro comercial da cidade para comprar camisas das seleções que fariam uma partida pela primeira fase do Mundial de Futebol da FIFA. 

Ao longo da avenida, deste o Cheilk Clube já víamos jovens em grupos caminhando e explorando a cidade e seus espaços. Estava claro a razão de sua presença aqui, estavam em Manaus pelo jogo entre as seleções de Portugal e dos Estados Unidos. Rapazes e moças trajando bermudas, camisas regatas e sandálias de dedo sorriam enquanto conversavam desinteressadamente em suas línguas pátrias, neste caso, em inglês por se tratarem de torcedores da seleção estadunidense.

Ao longo do caminho, á medida que chegávamos à Avenida 7 de Setembro, outros personagens surgiam na paisagem urbana manauara e desta vez, foram os portugueses com suas máquinas fotográficas pondo-se a registrar sua passagem por Manaus, á medida que olhávamos os prédios decorados com bandeiras portuguesas e estadunidenses na janelas dos apartamentos e lojas comerciais, o que fora possível deter nossa atenção por se tratar de um sábado à tarde em que o comércio começa desacelerar e as ruas da cidade morena começam a ficar mais livres, dando aos andarilhos um “ar bucólico” e provinciano.

Da mesma forma em que caminhávamos em busca da compra de nossa camisa, o cenário parecia muito mais globalizado, com a presença de camelôs que vendiam artesanato  e pulseiras de hypies portando seus estandartes com brincos, pulseiras e adornos artesanais, cuja fala não escondia a origem dado a fluência do castelllano, sendo peruanos e venezuelanos, mergulhados nesta atmosfera nos pareceu claramente que naquele instante e espaço éramos a minoria, em nossa própria terra!

Uma profusão de sons e perfis de cidadãos do mundo movidos pela beleza e paixão do ludopédio e desta magnífica região do Brasil...espanto, encantamento e fascínio me fizeram experimentar uma situação única diante da alteridade e do cosmopolitismo desta cidade de Manaus em pleno século 21. Uma cidade global!

Urbe de muitas cores e muitos atores presentes, locais, nacionais e globais, um experimento geográfico e antropológico de paixão, testemunho de que somos todos iguais essencialmente e por natureza frutos de uma mesma humanidade. Graças a isto, vi de fato, o que o futebol fora capaz de fazer.

Quanto ao nosso objetivo, compramos as camisas de Portugal e Estados Unidos e neste jogo, nossa torcida foi para a seleção estadunidense, num jogo de muita emoção e com a presença mesmo que discreta e decisiva do melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo e da presença massiva da torcida estadunidense dando um show à parte de alegria enchendo de um maior colorido a Terra dos Manauaras.
Saudações Andarílicas!

sábado, 22 de março de 2014

ENCONTRO DAS ÁGUAS

FOTO: ENCONTRO DAS ÁGUAS. AUTOR: M. BECHMAN, 2011.

ENCONTRO DAS ÁGUAS

Vê bem Maria, aqui se cruzam: este
é o Rio Negro, aquele é o Solimões.
Vê bem como este contra aquele investe
como as saudades como as recordações.

É um simulacro só, que as águas donas
desta terra, não seguem curso adverso;
todas convergem para o Amazonas,
o real rei dos rios do Universo.

Para o velho Amazonas, soberano
que no solo brasílio tem o Paço.
Para o Amazonas, que nasceu humano,
porque afinal é filho de um abraço!

Se estes dois rios fôssemos, Maria,
todas as vezes que nos encontramos
que Amazonas de amor não sairia,
de mim, de ti, de nós que nos amamos!

[QUINTINO CUNHA, in "Pelo Solimões"].


Nossa singela homenagem ao Dia Mundial da Água.



Saudações Amazonenses!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

MAUÉS, TERRA DO GUARANÁ - Parte 1

Foto: Pôr-do-sol em Maués. Autor: M. Bechman, 2014.

Participando de um Programa para Formação de Professores da Educação Básica - PARFOR, mantido pelo governo federal e a convite da geógrafa Giselane Campos para substituir um colega, fomos ministrar a disciplina Conteúdos e Metodologia de História e Geografia para o curso de Pedagogia da Universidade Federal do Amazonas no período de 21 de Janeiro a 01 de Fevereiro na sede do município.

Foto: Silvio Proença - O Barão do Guaraná. Autor: M. Bechman, 2014.

Aproveitamos o trabalho para andarilhar pela cidade dos Maués, famosa por vários aspectos históricos, sociais, geográficos e culturais. A Cidade recebeu este nome em homenagem aos índios Mawés habitantes do Lugar, cuja história destes espaço nos remete á existência da não menos famosa Mundurukânia onde índios guerreiros mundurukus exercitavam a arte da guerra. Também Maués é conhecida como a Terra do Guaraná, pois em 1905 foi descoberta a importância do guaraná como energizador e restaurador das forças humanas.

Foto: Orla comercial de Maués. Autor: M. Bechman, 2014.

Em sua orla que segmenta-se em área econômica dedicada as atividades comerciais como as feiras, mercados e portos e a extensa parte dada ás suas belas praias de água doce...belas mesmo! Maués me surpreendeu. Com um sítio territorial plano, a apreciação horizontal é inevitável e especialmente perfeita para as caminhadas e a circulação de bicicletas que participam junto com as muitas motocicletas de um trânsito "inocente" nas suas largas ruas.

Foto: Obelisco Maçônico em Homenagem ao Fim da Cabanagem 1835.
Autor: M. Bechman, 2014.

Alguns pontos neste município merecem real destaque por par parte deste andarilho, a Igreja Católica NSa Imaculada Conceição e Divino Espírito Santo é um marco em sua arquitetura circular e seus ícones religiosos que mostram a força da cultura regional em seus vitrais e até mesmo no sacrário com  a presença da fruta do Guaraná, revelando o reconhecimento da força da cultura regional sobre a religiosidade. Na praça á sua frente, teremos um obelisco Maçônico que marca a assinatura do tratado do fim dos últimos combates da Revolta dos Cabanos em 1835. Impressionante!

Em Maués pode-se observar também um "Encontro das águas" dos rios Maués-açú de águas escuras com o Paraná do Urariá que também serve de berçário para peixes e onde os botos encarnados e tucuxis se deliciam com a enormidade de cardumes. Não bastasse apenas Maués contribuir para a História do Amazonas e da Amazônia, este lugar especial também é cheio de sítios arqueológicos que servem de testemunhos das antigas civilizações amazônicas. Difícil não se fascinar com Maués.

Foto: Encontro das águas do Maués-açú com o Paraná do Urariá.
Autor: M. Bechman, 2014.

A população de Maués, suas elites e seus personagens mais humildes possuem um orgulho ancestral materializado na sua participação na História da Amazônia e na História Política do Amazonas. Maués por conta do Guaraná, de suas praias, de sua gente, de sua culinária apreciadíssima e de sua arqueologia ainda nos oferece uma das farinhas mais saborosas da Amazônia.

Saudações Andarílicas!