segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ANDARILHO NO CARNAVAL

Foto 01. Carro Abre-alas do GRES Reino Unido da Liberdade.
Autor: Géóg. M. Bechman, 2012.
No último sábado, 18 fomos ao Desfile das Escolas de Samba de Manaus no maior Sambódromo do Brasil. As razões eram muitas, dentre elas, a de ser folião e neste ano desfilar na Escola do coração, a Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro. Nestas andanças, pudemos observar a grandiosidade da Festa mais popular do Brasil e movidos pelo samba, cerca de 180 mil pessoas lotaram o sambódodromo de Manaus para ver as escolas de primeiro grupo.

Foto 02. Alas coloridas da GRES Reino Unido. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
Neste sentido, destacariamos o enorme e nobre esforço de diretores e apaixonados pelo samba em Manaus, onde nos anos anteriores já ocupamos a segunda melhor festa de escolas de sa,ba do Brasil. Testemunha ocular, vimos o esforço hérculeo para mobilizar os carros  alegóricos em meio a uma verdadeira nuvem de pessoas, algumas envolvidas ou não com as escolas. Os barracões precisam de mais espaços para manobrar as enormes estruturas dos carros alegóricos.

Foto 03. O circo e estudantes salesianos no interior da alegoria.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.
Em nossa opinião, a segurança foi deficiente e lenta no acesso dos foliões ás arquibancadas do sambódromo, perfazendo filas quilométricas e em alguns pontos houveram invasões. Também no interior do sambódromo, os guardas não se posionaram nos últimos lances de arquibancada, embora saiba que graças a Deus não ocorreram incidentes e acidentes graves. As obras da Arena da Amazõnia, fizeram que houvesse uma adaptação na área de concentração das agremiações. Num dos jornais eletrônicos (G1) lemos uma notícia em destaque tratando da questão do lixo após o desfile com o fim dos desfiles. Acreditamos, que exisitiam notícias e temas mais felizes para serem abordados como referência ao carnaval amazonense. Veja, porquê não destacam o xixi nas ruas do Rio de Janeiro durante o Carnaval ou as brigas em Salvador! Coerência nota zero. Isto está mais parecendo reserva de mercado do quê jornalismo sério.

Foto 04. Ala Tira-ressaca da Vitória Régia. Autora: S. Soares, 2012.

Fizemos nosso papel, fomos á passarela do samba manauara com a Verde e Rosa da Praça 14 de Janeiro, mas infelizmente não saímos vitoriosos neste carnaval, apenas a lição de que não dá para fazer carnaval apenas com foco no passado. Vamos á luta de novo Vitória Régia!
Em Manaus, nosso destaque vai para a Bicampeã Reino Unido da Liberdade que fez um belo desfile com destaque nas suas ricas e cheias fantasias. E, a grande surpresa, a chegada em terceiro lugar da GRES Balaku Blaku do Centro da cidade, que conseguiu mudar a direção do seu carnaval para uma renovação na concepção e chegou muito perto da vice campeã Mocidade de Aparecida.

Mais, um Carnaval no sambódromo de Manaus, mais uma boa lembrança para as nossas andanças pelo Amazonas que tanto amo!

Saudações Amazônicas!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ROMARIA DO SAMBA

Foto: Ensaio da Bateria da GRES Balaku Blaku. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Desde de 2009 costumo junto com familiares visitar as quadras das Escolas de Samba de Manaus e em 2012 para manter a tradição não fizemos diferente. A despeito das dificuldades de gestão e limitação das agremiações, o Carnaval proposto pelas escolas de Manaus revela o grau de independência que as agremiações vem conquistando há quase uma década, dispensando os recursos vindos do Estado (Governo e Prefeitura). A nosso ver, um caminho necessário para a sustentabilidade financeira embora reconheçamos que o Estado não deva se abster do incentivo á cultura popular.


Foto: Fantasias em exposição do Reino Unido da Liberdade.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Visitamos quatro agremiações, começando pela campeã de 2011, o GRES Reino Unido da Liberdade. De fato e de direito uma escola bem assentada na história da Comunidade dos bairros do Morro da Liberdade, Betânia, Educandos, São Lázaro e Raiz. Daí a atratividade do samba na quadra do Reino Unido. Das escolas visitadas, como leigo, acredito que esta escola possua a "Melhor Fantasia", pelos detalhes no acabamento e beleza da concepção. O Ensaio da escola aos domingos á tarde são realmente um evento, pois agrega uma variedade de vendedores ambulantes nas imediações da quadra. Da origem humilde da escola de samba que figura entre as grandes de Manaus, ficou marcado em minha memória, uma samba que representa bem o bairro do Morro da Liberdade, de acordo com o pesquisador de carnaval Daniel Salles, este samba de enredo de 1984 mostra de fato a "cara" dos meninos do morro quando a Escola ainda era bloco carnavalesco:

"Arrasta a sandália, bate o pé o no chão, levanta a poeira do meu coração..."



Foto: Escudeto da GRES Mocidade de Aparecida. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Outra escola visitada foi a Mocidade Independente de Aparecida, assentada no bairro de mesmo nome, cuja tradição de ocupação humana é de descentes de portugueses. A quadra muito bem cuidada da escola de samba, mobiliza grande número de pessoas durante os ensaios. A escola de Aparecida, vem com uma bateria afinada e ritimada, solta e um samba normal, facil de cantarolar e este ano vai tentar mais um título no Carnaval de Manaus. Das escolas visitadas, a quadra da Mocidade de Aparecida é a que reúne melhores instalações físicas e uma organização bem superior há muitas outras agremiações. Dos carnavais da Aparecida, o que marcou em minha lembrança foi o de 1987 sobre os Maués, cuja letra do samba de enredo, mostra muito bem o quanto era acirrada a disputa do Carnaval em Manaus.


"...Por seis vezes já fui rei, vou tentar mais uma vez, ninguém vai me segurar! Quebrei patoás, os Deuses fiz chorar e nem Figas do Bomfim me fez parar..."



Foto: Gravura da Balaku Blaku. Autor: Geóg. M. Bechman, 2012.

Ainda no Centro de Manaus, visitamos a escola de samba Balaku Blaku, cujo nascimento está na presença de imigrantes e turistas alemãs que se hospedavam e que durante o carnaval caíam no samba. A Escola de linha popular concentra muitos adeptos e possui uma poderosa bateria auto-denominada "Bateria Águia de Ouro", vistosa e potente a bateria da Balaku Blaku levanta a multidão. Neste ano, a escola deseja estabelecer um marco em sua história, revendo conceitos de desfile e inovando em alguns quesitos. Da Balaku Blaku lembro de sua bateria orgulhosa desfilar pela João Alfredo, atual Djalma Batista (Antiga avenida do Samba) cuja frase popular do samba se expressava:

"O meu Verde não é rabo de foquete, vai tocar fogo no cacete"


A última Escola de Samba visitada foi a Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro, o "Berço do Samba" amazonense, refúgio dos negros até meados do século XX. A Escola mais tradicional de Manaus e a de maior torcida na cidade, tem na sua identidade e na força de sua comunidade a energia necessária para se manter sempre entre as candidatas ao título. Do ponto de vista organizacional, a escola precisqa assegurar a transição para uma gestão mais profissional e menos afetiva, para que a alegria e a emoção possam conitnuar a dar o brilho devido á paixão verde e rosa.  A Verde e Rosa vem com um samba fácil de dominar e promete com manda a sua tradição empolgar o público no sambódromo. Não há que não conheça este refrão:

"Acorda minha gente tá na hora, da alegria se expalhar! O Meu Coração tá todo prosa, de Verde e Rosa na Avenida a desfilar! Vitória Régia não é brincadeira! Saia da frente que vai levantar poeira". 

De todo meu coração, desejo a todos e todas muita alegria em mais este carnaval. Como folião estarei no sambódromo para ver minha escola querida mais uma vez brilhar!

Saudações Carnavalescas!

sábado, 26 de novembro de 2011

I PORONOMINARÉ, DIÁRIO DE BORDO 2


No dia 19 de Novembro passado, realizamos junto aos acadêmicos de Turismo da Faculdade Metropolitana de Manaus, a I Excursão Poronominaré ao Encontro das Águas, a bordo do barco Castelo Guedes IV. Durante o evento, foi desenvolvido em tempo real, o mapeamento da orla fluvial de Manaus, sendo gerado alguns cartogramas (mapas) com a competente elaboração do Geógrafo Charles Silva de Araújo, o que apresentamos á comunidade com análises preliminars dos documentos cartográficos confeccionados durante a excursão.




Na primeira estação da Excursão, registramos o processo de ocupação e configuração da orla fluvial de Manaus ao longo do Rio Negro, destacando a Praia de Ponta Negra. Notoriamente, o mapa nos remete aos grandes espaços preservados de área verde nesta feição de área, em função da presença de instalações militares do Ministério da Defesa e por outro lado, a rarefeita ocupação humana, se revela num processo de autosegregação residencial urbana, onde as classes sociais mais abastadas da metrópole, disputam um espaço de amenidades e status na configuração socioespacial da cidade de Manaus.




Nesta imagem, podemos visualizar a enorme pressão populacional e ocupacional da orla fluvial na zona oeste da cidade de Manaus, tendo em vista o adensamento urbano nos bairros de São Raimundo, Santo Agostinho, Compensa e Aparecida, confirmando a supressão de espaços verdes e livres e até mesmo na orla na altura do Porto de São Raimundo, há uma forte presença de ocupações subnormais que se estendem do topo ao talude da encosta de frente para o rio, formando uma "parede urbana" à ventilação ribeirinha em direção ao sítio urbano e tinturando em mosaico o espaço geográfico da cidade.



No trecho compreendido entre o Centro de Manaus e o Bairro do Mauazinho, observamos a utilização extensiva e exaustiva de toda orla fluvial do Rio Negro, seja por instalações industriais, comerciais e ou ocupações urbanas subnormais. Em alguns pontos neste trecho encontramos pontos que indicaram uma ação "planejada" como a "Praia do Amarelinho" no bairro dos Educandos, com a marca de uma urbanização da encosta.

Esperamos com este trabalho que as políticas de transformação da cidade de Manaus, contemplem ações responsáveis de uso e usufruto consciente das potencialidades paisagísticas desta cidade, ás márgens do encontro das águas mais famoso do mundo, o do Rio Negro com o Rio Solimões.

Saudações Geográficas! 


domingo, 20 de novembro de 2011

I PORONOMINARÉ, DIÁRIO DE BORDO 1


Foto: Homenagem a todos os participantes da Excursão.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.
No último sábado 19, fomos com os acadêmicos do curso de Turismo da Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO a I Excursão Poronominaré ao Encontro das Águas. A adesão dos acadêmicos foi massiva ao evento que transcorreu na alegria e na energia bem características de uma turma de futuros turismólogos e turismólogas.

De acordo com a nossa programação saímos do Porto da Manaus Moderna ás 09h da manhã, margeando o Rio Negro. Com a participação exponenial do geógrafo Charles Ferreira, convidado do evento, realizamos o mapeamento em tempo real do trajeto percorrido pelo Barco "Castelo Guedes IV". Como parte de um dos objetivos da I Excursão Poronominaré, fomos cartografando e georreferenciando pontos geográficos na paisagem que pudessem compor um mapa temático do trajeto da expedição, o que foi feito com extrema competência e precisão, sendo uma das primeiras experiências conhecidas de mapeamento em tempo real realizado em uma visita técnica.


Foto: Mapeamento do trajeto em tempo real. Geógrafo Charles Ferreira e Estudantes.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Nossas primeiras impressões sobre o reordenamento territorial da margem esquerda do Rio Negro, revelam uma paisagem composta principalmente por três objetos geográficos: as ocupações urbanas, as instalações industriais (navais) e as instalações militares. Notoriamente, as ocupações urbanas presentes na Comunidade Meu Bem Meu Mal no bairro da Compensa e a "beira" do São Raimundo na zona oeste de Manaus, compõe um cenário de mosaico de casas e palafitas que se estendem ao longo da encosta, de montante a jusante. Mesmo sob este aspecto, o predominio das instalações industriais parece se estender ao longo de todo desenho da orla fluvial, cuja continuidade, só aparece interrompida em casos pontuais por instalações militares e efetivamente ocupações humanas.


Foto: Vertente do  Bairro de São Raimundo. Ocupação Urbana.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

A montante, na "Praia de Ponta Negra" observamos um ícone geográfico do modelo de Autosegregação Residencial que se efetiva na paisagem como áreas de amenidades distantes dos Centros de Nogócios e de Trabalho. São efetivamente territórios da classe de renda alta em meio a hotéis de referência e condomínios de alto padrão, perfazendo um dos metros quadrados mais caros da Amazônia.


Foto: Autosegregação urbana no Bairro de Ponta Negra.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

A jusante, nas proximidades da Estação de Captação de Água da Ponta do Ismael no bairro da Compensa, presenciamos a depreciação temporal de um importante objeto geográfico, esquecido pelo tempo, em meio ao mato e ao ferrugem. Estou falando da Antiga Estação de Tratamento de Água, que representa para os geógrafos rugosidades de momentos históricos que testemunham o auge da economia gumífera em Manaus. Em sua riqueza arqutitetônica, possui telhas vindas de Portugal e os motores que ainda jazem no seu interior, em decomposição progressiva pela ação da umidade. Aos turismólogos e turismólogas, uma perda irreparável, á memória da cidade, um acinte e à Geografia de Manaus, uma mancha. 

Foto: Ruínas da 1a. Estação de Tratamento de Água do Amazonas.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Que nosso esforço do hoje, represente um espelho para que o passado não se perca no esquecimento da memória, no embotamento das idéias e na limitação dos sonhos dos amazonenses e amazônidas. Esta excursão, representa mais, uma homenagem justa, aos futuros turismólogos, turismólogas, geógrafos e apaixonados por este magnífico lugar chamado Amazônia.

Saudações Geográficas!


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

EXCURSÃO PORONOMINARÉ


"Sou Ajuricaba, filho de Poronominaré, senhor do Rio Negro, rei dos Manaús, conquistador do Parima e Flagelo dos Portugueses"

Texto da Peça Tatral de Márcio Souza - Tesc "A paixão de Ajuricaba"

Neste sábado, 19 estaremos realizando a I Excursão Poronominaré ao Encontro das Águas, juntamente com acadêmicos e professores (Geógrafos, Turismólogos e Convidados) da Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO. O Curso de Turismo da Fametro será representado pelas turmas do 4o e 3o períodos e mais os professores Turo. Aldemir Pereira Júnior, Tura. Cybelle Arianda, Tura. Claudia Menezes, Tura. Soraia Paschoal, Geóg. Dheyson Gonçalves de Lemos e o Geóg. Mauro Bechman. Nosso convidado será o Geóg. Charles Ferreira, da Prefeitura Municipal de Manaus, que nos presenteará com um minicurso sobre a utilização do GPS e o uso de Mapas Temáticos. Na oportunidade será realizado um mapeamento em tempo real da orla fluvial da cidade de Manaus.


Foto: Encontro das Águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Amazonas.
 Autor: Geóg. M. Bechman, 2010.

A I Excursão Poronominaré tem como objetivo central, o reconhecimento das potencialidades paisagísticas da orla fluvial da cidade de Manaus, para fins de planejamento regional e turístico além de servir para a avaliação nas disciplinas acadêmicas de Geografia Aplicada ao Turismo e Geografia da Amazônia. Da mesma forma, conhecer e prestar reverência ao Encontro das Águas e a necessidade de sua preservação enquanto patrimônio natural do Amazonas e do Brasil. Este evento tem o apoio cultural da empresa SIAL GEOLOGIA, a qual agradecemos a parceria. Abaixo, eis a programação do evento.

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 I EXCURSÃO: PORONOMINARÉ AO ENCONTRO DAS ÁGUAS

19 de Novembro de 2011

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES


HORÁRIO PONTO ATIVIDADE PALESTRANTE RECURSOS

08:00 Porto Manaus Moderna: Saída - Coordenadores: Coletes. Água. Bebidas. Alimentos. Recipientes.

09:30 Ponta Negra Processo de Ocupação e Revitalização paisagística – Funções da Orla Fluvial de Manaus. MSc. Mauro Jeusy Vieira Bechman. Geógrafo. Som.

10:30 Mercado Adolpho Lisboa O Mercado Municipal como potencial turístico de Manaus. MSc. Aldemir Pereira Júnior. Turismólogo. Som.

11:30 Porto Manaus Moderna ALMOÇO Todos

12:00 Porto Manaus Moderna Apresentação Cultural Livre Som.

14:00 REMAN Noções Técnicas de GPS para mapeamento de percurso. Esp. Charles da Silva Ferreira. PMM. Geógrafo. Som e FlipChart.

15:00 Encontro das Águas Planejamento de Eventos em Transfer ribeirinho e marítimo. MSc. Claúdia Menezes. Turismóloga. Som.

16:00 Técnicas de Lazer e Entretimento para grupos de viagem. Esp. Soraya Paschoal. Turismóloga. Som.

16:30 O Encontro das Águas como representação simbólica da Identidade Amazonense. MSc. Mauro Jeusy Vieira Bechman. Geógrafo. Som.

17:00 Porto da Manaus Moderna Retorno Coordenadores



FICHA TÉCNICA

Posição Identificação Visual

Barco: Castelo Guedes. Capacidade: 95 Porto Manaus Moderna/Balsa do Produtor Cores: Branco e Vermelho.



INFORMAÇÕES: Local: Feira Manaus Moderna – Referência: Prof. Mauro Bechman/Priscila Andrade e Antônio Chaves. Horário: 07:30 a 08:00h. Almoço. Camisa com logo do Evento. Máquina fotográfica. Alimentos e Bebidas. Caderneta de campo. Sapato resistente. Trajes adequados. Obediência total ao cronograma e aos coordenadores do Evento.
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Salve o Encontro das Águas!

sábado, 22 de outubro de 2011

MANAUS: 342 ANOS - MÃE DOS DEUSES

Foto: Teatro Amazonas, ícone do Amazonas e da cidade de Manaus.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Caminhando pela cidade de Manaus, buscamos compreender este nosso sentimento de pertencimento a esta cidade, desbravamos algumas cenas da cidade e alguns de seus personagens. Desse modo, gostaria de mostrar em fotos a minha honraria em ser natural deste lugar cujos hábitos, tradições, costumes e formas de ver e ler a realidade da vida são realmente fascinantes.


 Foto: Corredores verdes no centro antigo de Manaus.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Esta minha cidade ameríndia, meio natureza, meio caos, meio poesia, meio distrito industrial, é em verdade um mito amazônico a ser conhecido, a ser desvendado, por mim e por tantos outros andarilhos. Êta Manaus, da minha saudade, esquecida na velha-nova Praça da Saudade, do Centro Antigo, das ruas em paralelepípedo, dos prédios antigos e das árvores urbanas, soberanas e resistentes á selva de pedra. Da gente de sorriso largo e do silêncio nativo, sábio e compassivo.


Foto: Praça da Saudade no dia 5 de Setembro, 2011.
Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Manaus do calor quente, abrasante, das morenas líndas e risonhas, da vida, que insiste em pulsar contra essa loucura chamada "civilização". Já não quero ser Liverpool, Já não quero ser São Paulo, nem Tóquio, nem Milão. Quero apenas, estar no colo dessa mãe índia morena, todas as vezes que lutar e vencer as batalhas pelo fruta-pão do meu dia-a-dia. Não quero ser outra pessoa, me basta, apenas como um Deus, o colo de minha mãe: Manaus!

Parabéns Manaus!

sábado, 27 de agosto de 2011

AMAZONAS - SALVE 5 DE SETEMBRO!

Foto: Bandeira do Estado do Amazonas. Praça Jeferson Peres. Manaus/AM.
 Autor: Geóg. M.Bechman, 2011

HINO DO ESTADO DO AMAZONAS
Letra: Jorge Tufic Música: Claúdio Santoro

Nas paragens da história o passado
É de guerras, pesar e alegria
É vitória pousando,
Suas asas sobre o verde da paz que nos guia

Assim foi que nos tempos escuros
Da conquista apoiada ao canhão
Nossos povos plantaram seu berço
Homens livres na planta do chão

Amazonas de bravos que doam
Sem orgulho nem falsa nobreza
Aos que sonham, teu canto de lenda
Aos que lutam, mais e vida e riqueza

Hoje, o tempo se faz claridade
Só triunfa a esperança que luta
Não há mais o mistério, e das matas
Um rumor de alvorada se escuta.

A palavra em ação se transforma
E a bandeira que nasce do povo
Liberdade há de ter no seu pano,
Os grilhões destruindo de novo.

Amazonas de bravos que doam
Sem orgulho nem falsa nobreza,
Aos que sonham, teu canto de lenda
Aos que lutam, mais e vida e riqueza

Tão radioso amanhece o futuro
Nestes rios de pranto selvagem
Que os tambores da glória despertam
Ao clarão de uma eterna paisagem

Mas viver é destino dos fortes
Nos ensina, lutando, a floresta
Pela vida que vibra em seus ramos
Pelas aves, suas cores, sua festa

Amazonas de bravos que doam
Sem orgulho nem falsa nobreza
Aos que sonham teu canto de lendas
Aos que lutam mais vida e riqueza.


Minha singela homenagem á minha terra e a dos meus antepassados!
Saudações Amazonenses!